"Milhares de pensamentos passam em nossas mentes todos os dias, todos os segundos. O mundo gira, a vida passa, nada para! Presenciamos coisas, fazemos escolhas, formamos opiniões. Poemas e versos se fazem sem que percebamos, então vamos concretizar os pensamentos! A liberdade de falar nem sempre nos é dada, ou mesmo que dada, nem sempre nos convém falar. Bem-vindos ao meu mundo. Falemos o que pensamos!"







segunda-feira, 3 de maio de 2010

Bullying

Uma coisa que me incomoda muito, é a existência da prática de Bullying.
É um termo em ingles que representa o uso da violência verbal e física sobre outras pessoas.
Bully em inglês significa valentão.
Mais presente nos Estados Unidos, é mais ou menos assim: uma pessoa, ou geralmente um grupo de mais fortes, praticando agressões contínuas, verbais ou físicas, sobre uma pessoa ou grupo de "mais fracos" ou indefesos.
É um ato extremamente covarde, mais presente na escola e na fase da pré adolescencia, feita por pessoas que utilizam de seu poder para intimidar os outros.
Os bullies podem agir direta ou indiretamente sobre suas vítimas.
Diretamente é quando usam sua força física para dominar seus "alvos".
Batem, espancam, humilham em meio a um grande grupo de pessoas.
Quando agem indiretamente, eles partem para a prática verbal: colocam apelidos vergonhosos e saem espalhando para todo mundo, criticam de forma brutal a religião, cor, classe social e modo como a pessoa se veste; se nega a se relacionar com a vítima e influencia os outros a fazerem o mesmo, provocando um isolamento social para quem sofre de buylling.
Tem até mesmo a prática pela internet(cyberbullying), feito pela publicação de vídeos que degrinem à imagem, difamação nos sites de relacionamento e etc.
No nosso dia-a-dia, ou até mesmo na nossa época de escola, é possível identificar tal prática, que hoje em dia tenta ser combatida, porém ainda existe.
Por exemplo, quando eu era bem mais nova, um dia, um coleguinha de classe fez o "nº 2" na calça, na sala de aula, porque a professora não tinha deixado ele ir ao banheiro.
Ele já era uma criança tímida que não se relacionava muito com as outas, e alguns coleguinhas o chamavam de "bichinha". A partir do dia do incidente, começaram a chamá-lo de "cagão", e a grande maioria da sala se recusava a interagir com ele, isolando-o, ofendendo-o e gerando um grande estresse e transtorno na vida dele. Levando esses comentários a alunos de outra sala, para que eles pudessem ofenderem e o excluírem. Tipo: "Aii não anda com esse menino não, ele fez cocô nas calças".
Outros, na escola, na hora do intervalo, saiam batendo nos mais fracos, comendo os lanches deles e se eles chorassem então era muuuuuito pior. E olha que o colégio era de freiras.
Era necessário sempre a intervenção de um adulto, porque era demais.
Imaginem o futuro dessas crianças.
A tendencia dos valentões, é que eles sempre se achem os mais fortes e suas características são de pessoas dominadoras. Logo, se tornam violentos.
Já as vítimas de bullying, sofrem fortes danos psicológicos, problemas graves com inferioridade e se consideram pessoas incapazes e até mesmo inúteis. Isso quando eles não se revoltam e chegam a cometer, como já ocorreu, atos extremos de assassinar os agressores ou se suicidar.
O problema é que o bullying é uma coisa muito grave, que provoca um grande transtorno nas vítimas.
Isso é ridículo !

Quem são os culpados?

Eu não saberia dizer. Algumas pessoas já nascem com tendências de serem agressivas, mas eu acredito que os pais tem uma grande parcela de culpa por terem participação ativa e grande influencia na vida dos seus filhos.
O que me deixa mais revoltada é que, como até foi exibido na novela da globo "Caminho das Índias", alguns pais incentivam seus filhos a serem valentões, ou tirar vantagem dos mais fracos.
As escolas também tem parcela de culpa.
Como no exemplo que eu dei, a professora por nao permitir o aluno a sair da sala, colaborou (sem querer) com o ocorrido), mas o pior foi que a escola não tomava muitas medidas coisa para barrar essas coisas. Os indefesos precisam se sentir seguros.
Tudo bem que os bullies agem fora da escola também, mas toda tentavida é válida para combatê-los.

Como podemos acabar com o buylling?
O buylling não é praticado somente em escolas e nem somente entre os pré-adolescentes.
Mas também entre crianças, entre adultos, no trabalho, na vizinhança, enfim, no meio de convívio social.
Vivemos em uma era da diversidade. Principalmente aqui no Brasil, existem muitas pessoas diferentes umas das outras.
Tudo deve começar da educação dentro de casa.
Os pais deveriam mostrar a seus filhos, desde criança, que ninguém é igual a ninguém. Uns tem a pele mais clara, outros mais escuras, uns tem o cabelo assim, outros assado, uns são mais magrinhos, outros mais cheinhos, uns torcem pra tal time, outros são mais bem de vidas, outros já nem tanto. E colocar o filho no convívio social com todos os tipos de pessoas pra ele aprender que ele não é melhor ou pior do que ninguém.
A criança então, começa a aprender as diferenças nos outros, e a respeitá-las, ao invés de ignorar um coleguinha porque ele é diferente.
Também é importante que a criança saiba como tratar crianças que são especiais. Por exemplo: Alguma que tenha síndrome de down, ou que não tenha um bracinho, que seja cega, enfim. Tem que influenciar a crinça a ajudar as outras, e não a agir com dó ou superioridade em cima delas.
Bom seria também, se as escolas fizessem palestras, reuniões com os pais para aconselhá-los, levando voluntários com características diferentes um do outro para mostrar que todos somos de uma certa forma, iguais.
E o mais importante é que as pessoas não se deixem influenciar pelos bullies, mostrando-os que eles estão errados.
E que as vítimas também, não tenham medo de se defender, nem recorrer à justiça. Elas DEVEM ir atrás de seus direitos, senão isso nunca vai acabar.
Existem diversos meios de punição para os agressores, mas as ameaças são tamanhas, que deixam o coitados com medo!
Gente, vamos tentar acabar com isso. Conversem com as crianças de sua família, com os adolescentes, com seus amigos, com seus filhos. Vamos lutar pelo combatimento do preconceito e do bullying!

4 comentários:

Dil Santos disse...

Dani, tu tá bem?
Menina, isso é um horror, um absurdo, fico chocado com tamanha crueldade. Dá uma vontade de meter a mão na cara, mas ñ adianta nada vc combater violência com violência, vc ñ estaria sendo diferente dele, talvez até pior.
Bjo Dani, rs
:)

Ricardo Siqueira disse...

Não tem culpado. É parte da natureza humana a dificuldade em aceitar o diferente. Acontece só que inventaram um nome pra isso mas existe desde que existimos...ou antes até.
Em todo caso, belo texto.

Kátia disse...

Isso é realmente fod*, não me conformo em como existem pessoas que precisam humilhar outras para se sentirem melhores, ou superiores. São um bando de filhos da mãe, isso sim. Ninguém merece, vio. Temos que seguir com essa campanha pra acabar de vez com essas atitudes.

Beijo, Danii!!

Dani Brito disse...

É gente, não ha culpados mesmo, são consequencias geradas porque temos que conviver.
Esses dias eu vi no jornal uma professora que incentivou os alunas a fazerem um abaixo assinado para retirarem uma aluna da sala de aula. Olha, é um absurdo!

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